Arte como inclusão na Galeria de Artes Fenig

DESTAQUE EXPOSIÇÃO ARTE COMO INCLUSÃO

A exposição “Jardim das Artes – arte como inclusão” entra em cartaz na Galeria de Artes Fenig, a partir desta sexta-feira (25) com obras de 10 alunos da Educação Especial do Instituto Rangel Pestana, em Nova Iguaçu, que usaram sua criatividade para potencializar saberes. A união entre arte e educação, representada pelos talentosos artistas, desperta e inspira a todos que desejam expressar seus sentimentos e ideias através das telas. A visitação gratuita vai até o dia 9 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, no espaço cultural que fica na rua Governador Portela, 812, segundo andar, no Centro de Nova Iguaçu. A realização é da Prefeitura de Nova Iguaçu, através da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (FENIG), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SEMCULT).

“As artes visuais despertaram nos nossos alunos o que há de melhor neles: a sensibilidade, a criatividade e a questão da capacidade de ver o quanto foram capazes de produzir algo deles. Arte e Educação devem caminhar de mãos dadas”, destacam as professoras Rosinete Moura da Silva e Luzia Rosana Barros, que orientaram os estudantes na criação das pinturas e na exposição de suas peças.  

Os artistas, alunos da turma de Educação Especial do Instituto Rangel Pestana, são da faixa etária entre 24 e 42 anos. Ágatha Vitória Martins de Lima, Cristiano de Freitas, Diogo Wallace Bento da Silva,  Fabrício Lima da Silva,  Gabriel Damasceno de Andrade, Helen Pereira de Vasconcelos,  Iago Nogueira da Silveira,  Ricardo Dias Pereira Muniz Neto,  Stella  Figueroa Barreto e Verônica Cristina de Paula criaram suas pinturas sem uma temática específica e se dedicaram a expressar emoção, sentimento e  inspiração. “Os trabalhos foram desenvolvidos de acordo com a dificuldade de cada um, utilizando algodão, esponjas, garrafas pet, cotonetes, garfos, moldes, fita crepe, desenhos, entre outros recursos”, afirmam as professoras. De Van Gogh a Romero Brito, os alunos conheceram artistas da pintura e pesquisaram suas técnicas.  

“A lua sempre me fascinou com seu brilho e mistério. Ela ilumina a noite e traz calma para os pensamentos. Pintar a lua é uma forma de expressar essa admiração e conexão que sinto por ela”, conta Fabrício Lima da Silva, que usou a técnica com tinta acrílica sobre tela para criar a obra “Lua linda”.

“A arte me permite expressar o que as palavras não conseguem dizer. Cada criação é um pedacinho de mim”, destaca Stella Figueroa, que apresenta a obra “Quadro das estrelas”, pintura espontânea feita com algodão.

“Os desafios foram muitos. Trazer a criatividade à tona inspirá-los para que pudessem colocar seus pensamentos e sentimentos dentro de uma tela. Cada um, como ser único, com seus gostos, dentro da sua especificidade. Eles tiveram acesso a sessões de vídeos, debates, pesquisas com variadas técnicas e mestres.  O primordial foi destacar que a pintura nos remete à emoção e sentimentos que temos dentro de cada um de nós. Eles gostaram muito das atividades, o trabalho trouxe à tona a autoestima, a descoberta de suas potencialidades, o gosto pela pintura que trouxe para eles paz e calmaria”, finalizam as professoras Rosinete Moura e Luzia Barros.

Os artistas:

Aghata Vitória Martins de Lima
Iago Nogueira da Silveira
Fabrício Lima da Silva
Cristiano de Freitas
Gabriel Andrade
Ricardo Dias Pereira
Helen de Vasconcelos
Verônica Cristina Deivid
Stella Figueroa
Diogo Wallace Bento da Silva

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